Tomada de decisão clínica: Podemos confiar no nosso cérebro?

Antes de falarmos sobre a tomada de decisão clínica, quero te perguntar uma coisa.

Você já fez esses testes de atenção da internet? Um deles pede para você contar quantas vezes pessoas em uma sala passam a bola entre elas… [clique aqui para assistir]

…ficamos tão concentrados na tarefa que não percebemos um macaco passando ao fundo!

Nesse exemplo, nosso “cérebro” toma a decisão de focar na atividade e esquece todo o resto!! Em situações como essa, fazemos uma interpretação errada do acontecido e interpretamos equivocadamente o mundo real.

Então… podemos confiar no nosso cérebro?

A resposta é não!!!

Nossa mente é “recheada” de vieses cognitivos  que são atalhos cerebrais que usamos para interpretar a enorme quantidade de informações/estímulos que chegam até nós todos os dias. [mais detalhes no livro: Você não é tão esperto quanto pensa]

Mas o que isso tem a ver com a sua prática clínica??? Te explico logo abaixo, vai acompanhando!

Tomada de decisão clínica na fisioterapia 


Tomada de decisão clínica
Tomada de decisão

Assim como no exemplo acima, você provavelmente recebe uma grande quantidade de informações e estímulos todos os dias.

E não falo só as que se referem à fisioterapia, pois existe vida além da faculdade/trabalho, não é?!

Bem… mas a pergunta é: quando você está atuando como profissional essas informações/estímulos externos atrapalham a sua tomada de decisão clínica?

Buscando responder essa pergunta, Grove e colaboradores (2000) realizaram uma metanálise comparando a capacidade de prever desfechos clínicos (diagnóstico e prognóstico) entre profissionais da área de saúde e modelos mecânicos (fórmulas, tabelas e programas de computador).

Através da inclusão e análise de 136 artigos científicos foi possível concluir que os modelos mecânicos são tão precisos quanto ou mais precisos que os profissionais da área de saúde testados!

“Então seremos todos demitidos e robôs vão tomar nossos lugares?”

Não, o próprio artigo citado traz reflexões sobre esse questionamento!!

Mas não se trata disso, a questão é que precisamos ser humildes e admitir que aumentamos a probabilidade de erro quando somos guiados apenas pelo que acreditamos (crenças).

Ao reconhecer essa fragilidade, fica claro o quanto somos limitados e que precisamos de auxílio para tomar decisões sábias e nos aproximarmos um pouco mais da realidade!

Nesse sentido, uma das possibilidades é recorrer ao gênero literário científico.

Este tipo de literatura fornece documentos (artigos científicos, por exemplo) que deixam os “achismos” de lado e utilizam a ciência para explicar o mundo.

Conclusão


Portanto, acreditamos que um fisioterapeuta para trabalhar em alta performance não deve ser guiado apenas por suas crenças e experiência clínica.

Estas devem ser alinhadas com o mais alto nível de evidências científicas disponíveis para diminuir a incerteza presente na sua tomada de decisão clínica.

Grande abraço!

Queremos saber sua opinião sobre esse tema, deixa um comentário. Além disso, se você gostou desse conteúdo é muito importante que compartilhe!!!

2 Comentários “Tomada de decisão clínica: Podemos confiar no nosso cérebro?”

  • O que me resta nesse momento, é agradecer essa esquipe por ter me transformado em uma pessoa que considero hoje, menos cega. Um exemplo claro desse agradecimento é que só depois do 6 semestre de faculdade é que fui perceber, que não tinha pesquisado um artigo de qualidade. Sendo assim, Beyond e toda equipe da FISIOTERAPEUTA BASEADO EM EVIDÊNCIAS contribuiu para a minha formação, recomendo sem medo de errar.

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