Hipermobilidade articular… O que sabemos sobre??

Um paciente com hipermobilidade articular está mais susceptível a desenvolver doenças/disfunções???

Será que essa “folga” na articulação gera algum problema de saúde?

Caso você recorra ao senso comum ou busque essa resposta em algum tipo de mídia, encontrará facilmente que essa relação existe e merece atenção.

Eu mesmo já ouvi várias vezes que:

“…devemos fortalecer a musculatura para proteger a articulação desses pacientes, todo mundo sabe disso!”

Mas, como diz sua mãe: você não é todo mundo!!

Você é/será um fisioterapeuta baseado em evidência e não se contenta com achismos ou opiniões alheias.

Sendo assim, resolvi reunir as melhores evidências científicas sobre esse assunto e te apresentarei elas a seguir, é só continuar lendo!

Hipermobilidade articular x Disfunções


Hipermobilidade articular
Hipermobilidade articular

Bates e Alexander (2015) mostraram que existem evidências suficientes para acreditar que a marcha de pacientes hipermóveis difere da de pacientes saudáveis.

Parece que isso acontece por conta de uma redução da propriocepção nos membros desses indivíduos (Smith TO. et al., 2013).

Associado a isso, ainda existe a hipótese que esses pacientes (adultos ou crianças) apresentam diminuição da estabilidade de tronco e cabeça (Falkerslev S. et al., 2013).

Porém, mesmo que os problemas listados acima fossem – de fato – comprovados, seria pouco provável que representassem algum perigo para o sistema musculoesquelético.

… pelo menos é o que apresenta Hurguet e colaboradores (2016) em sua robusta revisão sistemática com meta-análise.

Nela eles puderam mostrar que a hipermobilidade não é fator de risco para o aparecimento de quadros dolorosos nos tecidos muscular e esquelético.

O que isso significa?!!!

Parece que, mesmo que a hipermobilidade comprometa o padrão corporal normal, isso não tem relação alguma com aparecimento de dores no sistema musculoesquelético.

Conclusão


Hipermobilidade articular não é sentença de disfunção. Parece ser mais eficiente dedicar tempo a ela quando vier acompanhada de alguma queixa!

Portanto, atenção: mesmo que uma afirmação clínica tenha lógica e faça sentido não significa que isso acontece no mundo real.

É por isso que fisioterapeutas de excelência não devem ser guiados por afirmações que fazem sentido, elas precisam ser comprovadas por evidências da mais alta qualidade.

chega de tanto achismo.

Abraços!!

Qual a visão de vocês sobre isso? Comenta aqui, vamos conversar!!!

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