Fisioterapia Baseada em Evidências: chega de tanto achismo!

Considero que existem tipos de fisioterapia: 1) Fisioterapia Baseada em Evidências, 2) em Artigos e em 3) Esperança.

Cheguei a essa conclusão depois de fazer uma profunda análise do contexto atual da fisioterapia.

Nossa profissão se encontra em um momento delicado, no qual tenta conquistar o “lugar” que lhe é de direito.

Não existe mais espaço para achismos e práticas que se distanciam do profissionalismo.

Sendo assim, caso você esteja se perguntando o que é e como cada tipo de fisioterapia impacta no prestígio dessa profissão, continue lendo que você vai entender melhor nessa postagem.

Cenário atual da fisioterapia


Fisioterapia baseada em evidências
Marionete humana

Grande parte d@s fisioterapeutas de hoje são “reféns” das próprias crenças e achismos.

Mas não era para ser diferente. Desde crianças eles foram inseridos no processo educativo tradicional que Paulo Freire denominou “educação bancária”.

Nesse conceito os professores são colocados no papel de únicos detentores do saber, sendo então responsáveis por “depositar conhecimento” na cabeça dos estudantes.

Não há espaço para questionamentos, diálogo nem participação nesse ambiente. Para que, então, ir atrás de informação?

Sem opções, os futuros fisioterapeutas se tornarão viciados em terceirizar conhecimento.

Mas você deve estar se perguntando: “e a bendita diferença entre os tipos de fisioterapia?”

Calma, já já isso vai ficar claro para você!

Antes entenda o seguinte, para iniciar o processo de terceirização do conhecimento é necessário eleger quem tem autoridade suficiente para fazer o “depósito”.

Por exemplo, na faculdade os quase fisioterapeutas irão encontrar professores com o mesmo perfil já descrito.

Entretanto, nesse caso, trabalhar naquele hospital renomado, fazer pós-graduação no exterior e/ou atender aquele esportista/artista famoso automaticamente aumentará a autoridade desses docentes.

São tantos títulos e conquistas que é impossível acreditar na possibilidade desses gurus acadêmico errarem… e de novo vem a pergunta: para que, então, ir atrás de informação?

Perceba que estas pessoas foram convencidas que pensar é desnecessário.

Porém, muitas vezes esse contexto educacional é extrapolado para a prática clínica.

Uma prática clínica alienada

Não é incomum encontrar estudantes e profissionais que conduzem suas vidas pessoal e profissional com base no que veem nas redes sociais, televisão, rádio…

Fisioterapia baseada em evidências
Alienado

A lógica nessa situação é bem parecida: “se está em uma mídia que confio, é verdade! ”. Como consequência disso o programa Bem Estar, a revista Veja, Drauzio Varella, entre outros… passam a exercer grande influência sobre eles!

Mas será mesmo que a escolha das fontes de informação deve se basear apenas nas “credenciais” dela?

Particularmente acredito que não e tenho uma boa razão para isso…

Você conhece uma falácia lógica (raciocínio equivocado) chamada argumento da autoridade?

Trata-se da tendência da nossa mente ser mais influenciada pelas credenciais de uma autoridade do que pela informação que ela passa.

Nesse contexto, aproveito para apresentar o primeiro tipo de fisioterapia: a baseada em esperança.

Fisioterapia Baseada em Esperança


Fisioterapia Baseada em Esperança
Fisioterapia Baseada em Esperança

O fisioterapeuta que se baseia em esperança é vítima de toda situação descrita a cima.

A maioria das informações que ele recebe são superficiais, descontextualizadas e de procedência duvidosa.

  • Resultado: quando ele tenta aplicar esse conhecimento na sua prática clínica, o faz de forma insegura, pois tem pouca ou nenhuma noção do que está fazendo e do que pode acontecer.

Sendo assim, só lhe resta pedir para as forças do universo que não aconteça nada de ruim e ter bastante esperança que tudo acabará bem!

Fisioterapia Baseada em Artigos


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Fisioterapia Baseada em Artigo

Os praticantes desse tipo de fisioterapia estão um passo à frente. Eles não esperam o conhecimento “cair do céu”, são proativos e vão atrás das informações que acham relevantes.

Mas não é qualquer informação que lhes serve pois reconhecem suas limitações e buscam sistematicamente por fontes confiáveis para validar seus argumentos (artigos científicos).

Entretanto, é nesse ponto que cometem seus maiores erros. Gastam tanto tempo/energia nessa busca que esquecem: a) de avaliar a confiabilidade da fonte b) e que as informações colhidas serão individualizadas para um paciente.

  • Resultado (1): ao aplicar o conhecimento adquirido eles têm clareza e segurança do que estão fazendo, porém, a falta de critérios na busca compromete seus desempenhos.
  • Resultado (2): convictos de que o caminho da salvação são os artigos científicos eles não ouvem mais nada nem ninguém, inclusive seus pacientes.

Apesar desse modelo representar um avanço quando comparado com o antigo, ainda existiam pontos que poderiam ser melhorados.

É nesse cenário que surge a Fisioterapia Baseada em Evidências!

Fisioterapia Baseada em Evidências


Fisioterapia Baseada em Evidências
Fisioterapia Baseada em Evidências

Este tipo de prática surgiu naturalmente da necessidade de adaptar as falhas encontradas no modelo de fisioterapia baseada em artigos.

Logo, os fisioterapeutas dessa modalidade incorporaram todas as vantagens da anterior (baseada em artigos) e corrigiram os principais equívocos.

  • Resultado (1): passaram a considerar uma hierarquia de evidências, as classificando por grau de confiabilidade para orientar seus argumentos clínicos;
  • Resultado (2): o paciente é considerado como parte importante do processo, sendo seus valores e preferências incluídos na estratégia de tomada de decisão clínica.

Conclusão


Finalizo dizendo que, atualmente, não há um moledo de prática clínica mais eficiente do que este último.

Portanto, indico fortemente que a Fisioterapia Baseada em Evidências seja implementada na sua prática clínica, pois….

CHEGA DE TANTO ACHISMO!!

Abraço!

4 Comentários “Fisioterapia Baseada em Evidências: chega de tanto achismo!”

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